Quer dizer, não existe um jeito de apagar as ideias, né? Então, o que a gente pensa, tá pensado. E dai que me vem essa memória constante desse passado, que não passa. Que desgaste. Afe.
Eu já cheguei à conclusão de que me atormenta porque eu deixo, porque alimento, porque permito. Depois eu cheguei à conclusão de que permito porque me atormenta. E dai? Qual é o jeito certo de lidar com isso? Ah, pra isso eu não tenho conclusão nenhuma.
Só sei que é essa coisa da memória que me limita em tudo, porque imita. Não é irônico?
Não consigo sentir sem conceituar, nem conceituar sem sentir.
Ai sigo assim, às vezes começo a sentir, o conceito empaca e se contraria, o sentimento muda porque é contrariado, e então adiante.
Mas não adianta.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
e x p i r a ç ã o
Não dá pra condensar em uma matéria só referências a tudo aquilo que é tão aparentemente desconexo, mas que se interliga, sim, pra dar origem ao que chamam de nuvem. A minha, nesse momento, parece estar abarrotada e me faz ver um novo sentido pra o trecho de música que diz "oh, chuva, vem me dizer se posso ir lá em cima pra derramar você".
A minha nuvem feita de detritos deixados pelos suportes ambulantes, abarrotados de pensamentos, que trafegam a uma velocidade exorbitante nesse espaço sobrenatural que chamo de EU. Segmentam-se todos esses pequenos fragmentos de devaneios, originando uma imensa barreira à compreensão.
Respiro fundo, forte, esperando que o ar seja dentro de mim como o vento, espalhando partículas e dispersando vapor.
A minha nuvem feita de detritos deixados pelos suportes ambulantes, abarrotados de pensamentos, que trafegam a uma velocidade exorbitante nesse espaço sobrenatural que chamo de EU. Segmentam-se todos esses pequenos fragmentos de devaneios, originando uma imensa barreira à compreensão.
Respiro fundo, forte, esperando que o ar seja dentro de mim como o vento, espalhando partículas e dispersando vapor.
domingo, 29 de setembro de 2013
vem como um carnaval
Isso das pessoas se esbarrarem só pode ser a má vontade fantasiada de destino.
Veio como um solavanco e me disse tudo só com a existência.
Algumas pessoas nascem e esse é o meu problema com elas.
Fico presa nesses surtos de compreensão, que me fazem compreender sempre algo novo, diferente e divergente da compreensão anterior.
Talvez por essas coisas todas eu tenha sempre me esquivado das decisões.
O que ela quer comigo? Por que veio até aqui?
E então me dou conta de que ela nem veio até aqui, porque já nem era aqui que eu mesma estava. Estava lá, passeando no mundo alheio, cheia de dúvidas palavrinhas condicionais.
Será que?
Depois que passa essa exaltação ao conhecimento, depois que se mata a sede, é possível ainda preferir reservas água ao invés de um copo de cerveja bem gelada? ... Penso que talvez mude algo saber que vou desejar toda a reserva dde água quando a ressaca chegar.
Mas continuo olhando pro copo, que parece me ofuscar.
Veio como um solavanco e me disse tudo só com a existência.
Algumas pessoas nascem e esse é o meu problema com elas.
Fico presa nesses surtos de compreensão, que me fazem compreender sempre algo novo, diferente e divergente da compreensão anterior.
Talvez por essas coisas todas eu tenha sempre me esquivado das decisões.
O que ela quer comigo? Por que veio até aqui?
E então me dou conta de que ela nem veio até aqui, porque já nem era aqui que eu mesma estava. Estava lá, passeando no mundo alheio, cheia de dúvidas palavrinhas condicionais.
Será que?
Depois que passa essa exaltação ao conhecimento, depois que se mata a sede, é possível ainda preferir reservas água ao invés de um copo de cerveja bem gelada? ... Penso que talvez mude algo saber que vou desejar toda a reserva dde água quando a ressaca chegar.
Mas continuo olhando pro copo, que parece me ofuscar.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Sem
Sinto muito, mas estou de passagem. Aqui não posso mais ficar, sigo em frente, sua vida é pequena e eu preciso de mais espaço. Vou me espalhar, sinto muito. Muitos mundos, pessoas. Ainda restam bandeiras a fincar. Sinto muito. Muito e não sei explicar.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Duas pessoas
De repente eu vi a possibilidade de que o amor não seja um sentimento só... Mais ou menos como um daqueles compostos químicos que só existe combinado com outros e, quando você separa, se transforma em outra coisa. Ou como o funcionamento de um órgão, que depende do funcionamento dos outros.
Não é um sentimento só, é um aglomerado de pequenas sensações inexplicáveis, coisas sem nome, que se juntam a outros sentimentos bons e ruins e tornam a coisa toda muito única. É única e independente também, tem sua existência desvinculada do ser por quem se sente amor.
Amor também é mutável, rapidamente se torna outra coisa quando, por qualquer motivo, torna-se um sentimento inútil, não passível de doação. Como quando guardamos em uma caixa fechada algo que só fica bonito sob a luz do sol. Nesse caso, amor vira também uma dor terrível, indicando que só se pode respirar quando o amor é doado para o mundo e que preso ele é auto-destrutivo e também destrutivo.
Amar é aquilo que consegue ser a coisa mais maravilhosa e ao mesmo tempo a mais difícil. Depois que existe amor, é impossível que ele não exista mais e um ser se torna completamente dependente das atitudes de outro. Não existe perigo maior no mundo. Se alguém descobrisse uma arma feita de amor, isso seria pior do que uma arma nuclear. Ainda assim, com todos os seus truques, o amor encanta e aprisiona em uma teia de liberdade feita de ilusões. Então, não existe sequer uma escolha senão amar...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
nova-mente
Segue assim: pra cada ciclo fechado, um período de adaptação nostálgica.
Não são símbolos que podem tornar concretos todo esse fluxo de corrente cerebral. Um fluxo que segue pelo emaranhado de caminhos dentro de mim, formando pensamentos, proliferando sentimentos, sensações. Tenho agora certeza de que muitos elétrons erram o caminho quando implusos de tensão surgem involuntariamente em alguns pontos. Outros deles são quânticos e vão para dois lugares ao mesmo tempo... É isso. Só pode ser isso. É isso que causa essa enorme confusão entre o querer, o dever, o querer querer, o desprezar, o conseguir.
E é sempre assim, ajusto os caminhos, controlo os impulsos e a vida flui leve e determinística, simples e alegre. Até que o ciclo se fecha novamente e novos emaranhados confundem passado, memória, saudosismo, presente...
Trabalho árduo.
Não são símbolos que podem tornar concretos todo esse fluxo de corrente cerebral. Um fluxo que segue pelo emaranhado de caminhos dentro de mim, formando pensamentos, proliferando sentimentos, sensações. Tenho agora certeza de que muitos elétrons erram o caminho quando implusos de tensão surgem involuntariamente em alguns pontos. Outros deles são quânticos e vão para dois lugares ao mesmo tempo... É isso. Só pode ser isso. É isso que causa essa enorme confusão entre o querer, o dever, o querer querer, o desprezar, o conseguir.
E é sempre assim, ajusto os caminhos, controlo os impulsos e a vida flui leve e determinística, simples e alegre. Até que o ciclo se fecha novamente e novos emaranhados confundem passado, memória, saudosismo, presente...
Trabalho árduo.
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