sábado, 8 de agosto de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Na quadrada das águas perdidas
Acordei com toc, toc, toc... Casa em reforma.
Ficar na cama, espantando o frio debaixo do coberto, ouvindo toc toc toc me fez sonhar sonhos estranhos.
Sonhei que algum dia em algum lugar alguém se apaixonou por alguém. Depois esse outro alguém tocou o primeiro alguém, que sentiu dentro de si todo um toc toc toc... E daí surgiu o substantivo (toque)... logo depois o desejo criou o verbo.
E daí surgiu eu abraçando o travesseiro e rindo bem idiota, falando toque, toque, toque...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
take on mee
Nesses tempos de desespero a vida atropela o vivante.É perna subindo pra cabeça, olho que bate, merda que sái pela boca, nariz que peida, palavra que o cu obra.Perdi meu vocabulário que já era precário e meu lapis grafite com continha de tabuada.A gente aprende tantos jeitos diferentes pra resolver o mesmo problema que acaba sem saber comoFAAAAAAAZ.
É hora de inverter o processo e remar rio acima.
We keep it up. Intocados por praticamente tudo, como sempre foi.A idade vai tirando o direito de sofrer em paz, de ser imaturo e ameaçar amarrar uma bigorna no pescoço e se jogar num poço.
Maya pode.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
the story of the hurricane
[...to be continued]
segunda-feira, 18 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Falei...
Posso até viajar na idéia do que poderia ter acontecido se uma palavra tivesse saído diferente, e num conforto necessário, faço dos meus futuros paralelos desastres totais e dos meus presentes paralalelos realidades bem menos interessantes.
Derramo algumas horas nesse meu desejo super contido de viver todas as minhas vidas e acaba doendo ter que ser só uma.
Não por isso seria menos feliz... É só a idéia de guardar só uma das milhares de possibilidades.
Também na minha nostalgia eu não entendo porquê condeno sozinha meus sonhos, achando que é errado sonhar. Que pensar pode atingir algo além da minha cabeça só... E que as mágoas relembradas podem ser mágoas renascidas. Será assim?
É nessa desgraça de felicidade em tantos segundos que eu quero às vezes pular entre os planos do passado e futuro, mudando tudo e depois fazendo igual de novo. É demais pra se fazer entender... Eu só falo pra eu mesma escutar, ou pelo menos acho.
Quero escrever isso pra eu mesma ler... E sentir de novo minha nostalgia pesando aqui dentro de mim, bem no meu mais íntimo mesmo. Que ser só de si mesmo é muito bom às vezes. Nem que seja pra decidir o que de todo mundo se vai ser.
Eu quero uma pessoa pra cada momento. Mas ser eu mesma em todos eles. Quero isso de ser duas não, que assim não sei se sou eu ou a outra vivendo.
E guardar sempre muito bem pra lembrar... A felicidade de agora é a nostalgia de depois.
