domingo, 9 de agosto de 2009

A minha ilusão nem sempre alcança onde a alma quer chegar.

sábado, 8 de agosto de 2009

things we must not say

Que somos fáceis de agradar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Na quadrada das águas perdidas

Acordei com toc, toc, toc... Casa em reforma.
Ficar na cama, espantando o frio debaixo do coberto, ouvindo toc toc toc me fez sonhar sonhos estranhos.
Sonhei que algum dia em algum lugar alguém se apaixonou por alguém. Depois esse outro alguém tocou o primeiro alguém, que sentiu dentro de si todo um toc toc toc... E daí surgiu o substantivo (toque)... logo depois o desejo criou o verbo.
E daí surgiu eu abraçando o travesseiro e rindo bem idiota, falando toque, toque, toque...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

take on mee

Nesses tempos de desespero a vida atropela o vivante.É perna subindo pra cabeça, olho que bate, merda que sái pela boca, nariz que peida, palavra que o cu obra.Perdi meu vocabulário que já era precário e meu lapis grafite com continha de tabuada.A gente aprende tantos jeitos diferentes pra resolver o mesmo problema que acaba sem saber comoFAAAAAAAZ.
É hora de inverter o processo e remar rio acima.
We keep it up. Intocados por praticamente tudo, como sempre foi.A idade vai tirando o direito de sofrer em paz, de ser imaturo e ameaçar amarrar uma bigorna no pescoço e se jogar num poço.
Maya pode.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

the story of the hurricane

Era uma vez, num tempo muito distante, um mundo encantado cheio de princesas. Para entrar no mundo encantado, era preciso atravessar um buraco negro. Ninguém sabia onde estava esse buraco, apenas aqueles puros de coração recebiam em seus sonhos a visita de fadas que os informavam a localização exata de entradas secretas. Em geral, era preciso cavar o chão para encontrar as portas douradas com grandes cadeados.Em um belo dia, a camponesa Judith voltava para casa após um longo dia de trabalho colhedo frutas na floresta, quando de repente caiu uma tempestade. Judith abrigou-se dentro de um enorme tronco e acabou adormecendo. Enquanto dormia, Judith sonhou que estava deitada sobre uma porta secreta que a levaria à um paraíso inimaginável. Ao término da tempestade, Judith acordou atordoada e num ato de desespero desatou-se a cavar. Suas mãos penetravam violentamente a terra úmida quando inesperadamente tocaram algo sólido. Judith se assustou e observou curiosa a moldura dourada igual a de seus sonhos.Retirou toda terra que cobria o portão, mas ele estava trancado com um enorme cadeado de cobre. Judith entristeceu-se. Onde estaria a chave? Teria ela acordado antes do tempo? Judith então voltou para casa desolada. Passou o fim da tarde separando as frutas que havia colhido, mas não conseguia parar de pensar no portão e nos segredos que estariam escondidos por trás dele. Á noite, Judith foi tomada por uma fervorosa insônia, pois ansiava por dormir e sonhar com o esconderijo da chave.No dia seguinte, Judith, ainda à espera do sono, teve uma idéia. Comprou um machado e lascou no cadeado. Ao empurrar o portão, Judith ouvia os sons de músicas cantaroladas por pássaros. Ela desceu as imensas escadarias que avançavam por trás da passagem secreta. Após uma longa caminhada sem nada conseguir enxergar, Judith foi tomada por um sono profundo, resolvendo então entregar o seu corpo aos batentes fétidos e imundos.
[...to be continued]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

coisas de todo dia

acordei encantado por ser humano.
sem juntar, pra não confundir.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Falei...

Eu gosto de sentir nostalgia. Gosto de chorar pensando no passado, sentir meu coração pesando mais quando lembro daqueles segundinhos importantes, e iludir minha mente falando pra mim mesma num sorrisinho murcho: "não vou esquecer";
Posso até viajar na idéia do que poderia ter acontecido se uma palavra tivesse saído diferente, e num conforto necessário, faço dos meus futuros paralelos desastres totais e dos meus presentes paralalelos realidades bem menos interessantes.
Derramo algumas horas nesse meu desejo super contido de viver todas as minhas vidas e acaba doendo ter que ser só uma.
Não por isso seria menos feliz... É só a idéia de guardar só uma das milhares de possibilidades.
Também na minha nostalgia eu não entendo porquê condeno sozinha meus sonhos, achando que é errado sonhar. Que pensar pode atingir algo além da minha cabeça só... E que as mágoas relembradas podem ser mágoas renascidas. Será assim?
É nessa desgraça de felicidade em tantos segundos que eu quero às vezes pular entre os planos do passado e futuro, mudando tudo e depois fazendo igual de novo. É demais pra se fazer entender... Eu só falo pra eu mesma escutar, ou pelo menos acho.
Quero escrever isso pra eu mesma ler... E sentir de novo minha nostalgia pesando aqui dentro de mim, bem no meu mais íntimo mesmo. Que ser só de si mesmo é muito bom às vezes. Nem que seja pra decidir o que de todo mundo se vai ser.
Eu quero uma pessoa pra cada momento. Mas ser eu mesma em todos eles. Quero isso de ser duas não, que assim não sei se sou eu ou a outra vivendo.
E guardar sempre muito bem pra lembrar... A felicidade de agora é a nostalgia de depois.